fevereiro 21, 2009

Chavezuela

Enviado em Own às 1:12 am por rodrigocanova

OBSTÁCULOS À LIBERDADE SUL-AMERICANA

Por Rodrigo Schroeder Canova

Depois de tudo – e já especifico o que “tudo” abrange – tive a pequena e precipitada impressão de que meio mundo – a metade sã, pelo menos – já estaria convencido de que a Venezuela vive um regime ditatorial. Sonho meu. O bom senso, é claro, não contempla as mentes da mídia e dos maravilhosos auto-intitulados “formadores de opinião”.

Pois não, “tudo” significa: um presidente que se candidatou a Deus, quando disse que entre o céu e a Terra os venezuelanos não têm mais ninguém. Um presidente que fecha a emissora RCTV e outros meios que ousavam questionar o governo. Um presidente que só sabe mandar “os Yankees ao carajo, a mierda, mil veces a mierda” quando obtém quase todo seu financiamento à custa do petróleo comprado por aquele país. O presidente que está há dez anos no poder, e que arrebanha a cada dia mais poderes. Um presidente que tornou uma nação refém de sua loucura. O presidente que transformou a Venezuela no país da piada pronta. Uma figura teatral não longe do Chaves e Chapolim.

E lá vêm os ilustres defensores. O mais enfático talvez seja esse sujeito chamado Luiz da Silva, Nosso Guia, dando toda credibilidade ao caudilho e sugerindo que todos os países podem um dia pensar em dar poder ilimitado e perpétuo ao seu líder. Desde que democraticamente! Ouviram essa?

Que visão deturpada de democracia. Ora, um país não é democrático só porque elege seus representantes pelo voto direto. Um país o é se a democracia for um meio – nunca um fim em si mesma -, mas um meio pelo qual se garantam os direitos elementares dos cidadãos: a vida, a liberdade e a propriedade. Nenhum deles é respeitado na Venezuela.

“A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer leis.” (Frédéric Bastiat)

Parece que Nosso Guia e seus companheiros do Foro de São Paulo¹ acreditam que democracia quer dizer que uma maioria de 51% da população pode escravizar os outros 49% se quiser. Ao contrário, democracia deve representar o respeito às minorias, e especialmente à menor minoria de todas: o indivíduo.

“Individual rights are not subject to a public vote;
a majority has no right to vote away the rights of a minority;
the political function of rights is precisely to protect minorities from oppression by majorities (and the smallest minority on earth is the individual).”
(Ayn Rand)

Há anos não há democracia naquele país e em muitos outros. O cerceamento das liberdades na América Latina é algo ameaçador e está em ritmo acelerado. A cada dias os poderes centrais arrebanham mais funções e mais intromissões na vida das pessoas. Parte dos movimentos estratégicos coordenados pelo Foro: “reconquistar na América Latina tudo que foi perdido no Leste Europeu”.

Por último, nesta semana a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou a entrada da republiqueta no bloco. Pasmem. É a URSAL² em marcha.

¹Foro de São Paulo, organização criada em 1990 por Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, cuja veiculação na mídia brasileira é censurada. Fazem parte dezenas de organizações de esquerda: partidos políticos, ONGs e organizações terroristas; do PT às FARC.

http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/530857

http://www.olavodecarvalho.org/semana/070115dc.html

http://www.olavodecarvalho.org/semana/080609dc.html

²União das Repúblicas Socialistas da América Latina.

http://www.parlata.com.br/artigo.php?id_geral=2339

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=21&Itemid=234

fevereiro 15, 2009

Além do viés

Enviado em Outsiders às 1:34 pm por rodrigocanova

CITAÇÕES ELUCIDATIVAS

Por Olavo de Carvalho

Como todos os maiores jornais, revistas, canais de TV e universidades deste país acham uma questão de honra não só tratar os comunistas como pessoas de bem, mas insistem sempre em contratar algumas dúzias deles, pagando-lhes altos salários para que adornem o comunismo e sua história com as cores das mais altas virtudes morais e teologais, julguei oportuno reproduzir aqui algumas declarações típicas do pensamento comunista, para que os leitores que ainda o ignoram saibam, afinal, do que se trata:

Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (V. I. Lênin)

Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (V. I. Lênin)

O comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos.” (Mao Dzedong)

O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)

Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos.” (Che Guevara)

Aos slogans sentimentalistas da fraternidade, opomos aquele ódio aos russos, que é a principal paixão revolucionária dos alemães. Só conseguiremos garantir a Revolução mediante a mais firme campanha de terror contra os povos eslavos.” (Friedrich Engels)

A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário… Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contra-revolução.” (Karl Marx)

Diante dos feitos dessas criaturas, nem todos os observadores tiraram conclusões simpáticas como aquelas que são diariamente repassadas ao nosso público como verdades de Evangelho pelo establishment jornalístico e educacional. Vejam aqui alguns exemplos:

Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade.” (Fernando Pessoa)

Um comunista é como um crocodilo: quando ele abre a boca, você não sabe se ele está sorrindo ou preparando-se para devorar você.” (Winston S. Churchill)

Ninguém pode ser comunista e preservar um pingo de integridade pessoal.” (Milovan Djilas)

Comunismo é barbárie.” (James Russell Lowell)

Eles (os comunistas) não precisavam refutar argumentos adversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção.” (Hannah Arendt)

A política gnóstica (nazismo e comunismo) é autodestrutiva na medida em que seu desrespeito pela estrutura da realidade leva à guerra contínua: o sistema de guerras em cadeia só pode terminar de duas maneiras: ou resultará em horríveis destruições físicas e concomitantes mudanças revolucionárias da ordem social, ou, com a natural sucessão de gerações, levará ao abandono do sonho gnóstico antes que o pior tenha acontecido.” (Eric Voegelin)

No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, nem informar,  mas humilhar e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quanto as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade… Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar.” (Theodore Dalrymple)

Chegamos ao extremo limite dos horrores com o comunismo, o socialismo, o niilismo, deformidades horríveis da sociedade civil e quase a sua ruína.” (Leão XIII)

O comunismo destitui o homem da sua liberdade, rouba sua personalidade e dignidade e remove todas as travas morais que impedem as irrupções do instinto cego.” (Pio XI)

fevereiro 7, 2009

O que não sabemos

Enviado em Own às 1:51 pm por rodrigocanova

UMA DITADURA INFORMAL

Por Rodrigo Schroeder Canova

A montanha de notícias que nunca chegam ao povo brasileiro, que são sistematicamente escondidas, desprezadas ou distorcidas em virtude do viés da mídia é assombrosa. A dominação das atividades culturais desde os anos 60 foi responsável pela disseminação das visões unilaterais que começaram a ser impostas ao público a conta-gotas. Aos poucos a cultura foi sendo subjugada; a educação e os meios de comunicação subseqüentemente. O que parece um movimento desconexo, num olhar desatento, é inegavelmente articulado e coordenado, uma vez que juntamos certas peças.

O fenômeno de controle da mídia tem efeitos de longo prazo. A preocupação com os jornais velhos e com os de hoje é a mesma. Não adianta corrigir uma ou outra notícia atual, se não levarmos em conta tudo que já foi publicado. A acumulação do já foi dito na mídia forma a base de crenças sobre a qual a população analisa e julga o que é dito hoje. São tantos os fatos que foram sonegados, que não há alternativa à denúncia primeiro daqueles mais relevantes.

“Os exemplos são em quantidade ilimitada. Desde a década de 80 os brasileiros estão privados de informações, por exemplo, sobre tortura e mortes de prisioneiros em Cuba, sobre as contínuas fugas de funcionários importantes do regime cubano, sobre o envolvimento pessoal de Fidel Castro no tráfico de drogas etc. Estão privados de informações sobre os contínuos preparativos da China para uma guerra nuclear, sobre o apoio da Rússia e da China aos movimentos terroristas, sobre as novas e mais temíveis funções da KGB etc. Estão privados de informações até mesmo sobre a direita norte-americana, cujos atos e palavras só nos chegam na sua versão monstruosamente distorcida fabricada pelos Clintons et caterva. Estão privados de informações sobre praticamente tudo o que os historiadores descobriram, ao longo de mais de uma década, em pesquisas nos arquivos de Moscou.”¹

A censura não segue uma orientação exatamente bem definida. É na verdade bastante subjetiva. A ocultação de tantos fatos leva à formação de uma imagem distorcida de determinadas situações. Constata-se isso quando se toma um dos países acima citados, a China, como exemplo. Na imprensa brasileira a China é uma fábrica de boas notícias. Sempre motivo de festa, das Olimpíadas de 2008 às maravilhas econômicas. E o que se fala a respeito das liberdades individuais naquele país? Da imprensa estatizada? Dos milhares de sites que falam sobre liberdade e que estão inacessíveis na rede chinesa? Ah, isso não vem ao caso.

A alienação é absoluta. Não falo apenas do brasileiro médio, aquele que toma como informação exclusivamente o que assiste no Jornal Nacional, etc. Falo de todos, inclusive os raros leitores de jornais e até mesmo os pouquíssimos que assistem coisas como a CNN. Essas notícias simplesmente não aparecem nesses meios. Felizmente a internet tem possibilitado a divulgação de sites independentes de “Media Watch”, onde é possível ver o mundo real.

¹Fragmento extraído de” Quem somos”, introdução do site independente Mídia Sem Máscara. http://www.midiasemmascara.org/?page_id=2

janeiro 31, 2009

A que venho

Enviado em Own às 7:39 pm por rodrigocanova

ENVIESANDO A REALIDADE

Por Rodrigo Schroeder Canova

Censura não é algo novo na imprensa brasileira. Nem em qualquer outro lugar. Nos meus 20 anos sempre fui acostumado a aceitar que as coisas no Brasil haviam melhorado depois de 1988, e que a imprensa era livre. De fato a Carta assegura isso. Mas um artigo de lei nunca significa muita coisa nesse país. Se os anos da censura prévia passaram, o que ocorre desde então – e em escala crescente – é uma estranha espécie de autocensura. Não há uma explicação simples e excitante. Na verdade, o que alimenta o inconsciente coletivo dominante das mentes na redação de grandes e pequenas publicações é algo bastante abrangente. Muito mais além do cidadão Kane do que se possa imaginar. Há uma revolução cultural silenciosa, que há muito vem impondo certas visões distorcidas, conceitos prontos nos dizendo o que é certo ou errado. Tentando conquistar corações e mentes, muitas vezes subliminarmente.

O “politicamente correto” faz parte disso. Ora, deixa-se de publicar certas coisas porque são desagradáveis, porque o “senso comum’’ diz que é feio ou porque quem sabe alguém não irá gostar… isso para mim é uma censura infantil descabida. É claro que sempre haverá alguém que não gosta do que pensamos, mas nem por isso temos que moderar ao extremo nosso modo de pensar e agir. Ou não há liberdade de expressão. Liberdade significa, no fim das contas, permitir que outros façam coisas que não aprovamos.

Uma coisa que nunca entendi direito é a razão de os meios de comunicação se esforçarem tanto para parecer o que não são. Toda vez que alguma questão polêmica é abordada, é feita uma reiteração da suposta “imparcialidade”. Isso não existe. Principalmente se o assunto for política. Quando um escritor, jornalista ou até alguém como eu escreve, está colocando no texto sua opinião. A forma como isso se dá é que difere. Ou você é honesto com o que pensa, ou tenta aparentar ser neutro. No segundo caso, por melhor que você seja, nas entrelinhas, em cada palavra que escolher estará imprimindo o viés da forma como enxerga o assunto. Nada é escrito sem o viés do autor. Por isso acredito que as publicações deveriam ser simplesmente honestas com seu ponto de vista, e deixarem de perder tempo com faz-de-conta.

Um jornal, por exemplo, que publicar claramente suas opiniões, as idéias que defende e outras que é contra, será uma publicação honesta. Mais do que isso, estará honrando o direito dos leitores de não serem enganados. Eles poderão ler criticamente o que está ali posto a partir de uma perspectiva justa: sabendo dos possíveis conflitos de interesse. Alguns se sentirão contemplados. Outros poderão achar que não querem mais ver aquilo na sua caixa de correio.

É claro que isso está fora de cogitação. Afinal, iria contra o que todo o movimento por trás disso quer. Tente dizer que existe censura para um daqueles “formadores de opinião”, professores universitários que vivem no seu mundinho intelectual paradisíaco, jornalistas, escritores e artistas que são colocados no meio de tudo isso, etc. Você será chamado de paranóico, teórico da conspiração e outras coisas piores. A maioria deles é englobada pela situação sem se dar conta de estar colaborando com o plano do comando: formar uma grande massa de pensadores padronizados, facilmente manipuláveis, adestrados para aceitar serenamente todo tipo de besteira que veiculem. Uma voz uníssona que repita suas idéias delirantes.

PS: esse artigo será censurado. Imaginem! Uma ofensa! Destoante da mídia imparcial, neutra e desvinculada de interesses. Se você pôde ler, talvez tenha sido publicado por um meio um pouco diferente.

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