janeiro 24, 2010
PNDH3: a revolução desde cima
O III Plano Nacional de Direitos Humanos é uma síntese da “agenda progressista” do Partido dos Trabalhadores. Deixa transparecer todos os principais eixos de suas ambições totalitárias de poder político e de desconstrução dos valores da sociedade brasileira. E não há qualquer preocupação com a completa inconstitucionalidade do que está lá escrito, sequer com a negação dos direitos inalienáveis do cidadão: vida, liberdade e propriedade – nenhum deles é respeitado.
Antes mesmo de se analisar o próprio conteúdo do plano, ele já é antidemocrático na maneira como foi imposto, por decreto presidencial. Por dentro, aquelas 228 páginas (que nenhum jornalista sério do país se deu o trabalho de ler) apavoram qualquer defensor das liberdades individuais e do Estado democrático de Direito.
Esse é um passo em definitivo na construção da ditadura do PT como partido hegemônico. Não sei mais o que os liberais e conservadores ainda podem fazer a essa altura da revolução. Todos os meios de comunicação, os meios de cultura, o ensino público e privado estão “aparelhados” – para usar o termo dos companheiros – para não só fazer as pessoas aceitarem tudo que vem de cima, como fazê-las crer que os quadrados são redondos, dois mais dois são cinco ou o que tiver que ser.
O fim do governo socialista do presidente Lula representa o fim da transição. Esse plano prepara o terreno para a futura aventura bolchevique da camarada Dilma.
Aliás, José Serra está tão comprometido com o tal plano – organizou a conferência estadual de SP – quanto a ex-terrorista. Vamos ter que engolir os tais “direitos humanos” de qualquer jeito: à seco, à moda petista ou com vaselina, à moda do PSDB.
Estamos como os alemães na década de 30: à espera do pior.