novembro 26, 2010

Considerações

Enviado em Outsiders às 6:51 pm por rodrigocanova

Ânsia de bajular

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 16 de novembro de 2010

Neste país, a ânsia de bajular é uma paixão avassaladora, inebriante, incontrolável. Sobretudo nos dias que se seguem à revelação do nome de um novo mandatário, ela bloqueia por toda parte o uso das faculdades racionais, rompe as comportas do mais elementar senso da realidade, dando vazão a arrebatamentos de entusiasmo laudatório que raiam a idolatria e a psicose.

Ninguém, nem entre os melhores, escapa à sua contaminação pestífera e obsediante.

Em artigo recente, o sr. Paulo Rabello de Castro, que num Fórum da Liberdade em Porto Alegre me foi um dia apresentado como uma das mais belas esperanças do pensamento liberal-conservador no Brasil, festeja a vitória de Dilma Rousseff em termos que fariam corar de inibição os mais maduros e circunspectos cabos eleitorais do PT.

Não contente de enxergar méritos inigualáveis na carreira de terrorista daquela senhora incapaz de completar uma frase com sujeito e objeto ou de recordar o título de um só livro que tenha lido, o fundador do Instituto Atlântico explode também em louvores ao antecessor da referida, ao qual ele denomina “um gigante”, “provavelmente o maior dos nossos presidentes”, e a quem atribui a glória de haver devolvido aos brasileiros o orgulho da nacionalidade.

Como se isso não bastasse, ele estende seus aplausos a toda a “geração de 68” por nos ter dado figuras estelares como José Dirceu e Franklin Martins, sem as quais, digo eu, nossa História não teria sido embelezada por episódios honrosos como o Mensalão e o projeto de controle estatal da mídia.

Enquanto essas efusões de amor febril aos vitoriosos do dia são publicadas no site do Instituto Millenium, entidade nominalmente destinada a combater tudo aquilo que o establishment petista representa, alguns fatos notórios podem dar uma idéia dos motivos de orgulho que inflamam a alma nacional:

O Brasil está em 73º. lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, abaixo do Peru, do Panamá, do México, da Costa Rica e de Trinidad e Tobago.

Segundo dados da mesma ONU, entre quarenta e cinqüenta mil brasileiros continuam sendo assassinados por ano (o equivalente a duas guerras do Iraque), fazendo deste país um dos lugares do universo onde é mais perigoso cometer a imprudência de andar nas ruas ou, pior ainda, a de ficar em casa.

O Brasil é o único país da América Latina onde o consumo de tóxicos está aumentando em vez de diminuir.

Nossos estudantes continuam tirando persistentemente os últimos lugares em todos os testes internacionais de aproveitamento escolar.

A universidade que a mídia unânime proclama ser a melhor do Brasil, a USP, ficou em 210º. lugar no ranking das instituições universitárias calculado pelo London Times.

Há várias décadas o Brasil não tem um único escritor que se possa comparar aos dos anos 60 ou 70, exceto os nonagenários e centenários que sobraram daquela época. A alta cultura simplesmente desapareceu deste país, ao ponto de já ninguém ser culto o bastante para dar pela sua falta, quanto mais para enxergar algo de grave nesse fenômeno, inédito mesmo em nações paupérrimas.

Os índices de corrupção cresceram mais durante o governo Lula (inclusive no ministério de Dona Dilma) do que ao longo de toda a nossa História anterior, tornando, por exemplo, o uso eleitoral da máquina administrativa do Estado um direito consuetudinário contra o qual é inútil protestar.

Que motivo de orgulho sobra para ser louvado pelo sr. Paulo Rabello? A recuperação econômica, é claro. Mas, descontado o fato de que o índice de crescimento reconquistado não passa de 4,6 por cento – um terço do que chegou a alcançar no período militar –, ainda resta uma diferença moral substantiva: no tempo dos militares o presidente Médici ainda tinha a hombridade de reconhecer que “a economia vai bem, mas o povo vai mal”, ao passo que hoje não só o governo, mas também os seus bajuladores “de oposição” pretendem que festejemos como conquista suprema e valor absoluto um mero crescimento econômico menor que o obtido naquelas décadas e nos inebriemos de orgulho financeiro no meio da matança, do sofrimento, do fracasso e da degradação intelectual e moral mais abjeta e constrangedora que já se viu em qualquer país do mundo.

No mínimo, no mínimo, o julgamento que o sr. Paulo Rabello faz da era Lula reflete uma obsessão dinheirista que nada enxerga além de cifrões, que reduz o progresso da civilização a uma questão contábil e, ao ver que a coluna do “haver” supera a do “deve”, se torna cega e insensível para a destruição de tudo o mais que constitui a substância, o valor e a dignidade da vida humana.

Será que ao celebrar “O Poder das Idéias”, como no lançamento recente de uma coletânea de Ludwig von Mises à qual o Instituto Millenium deu esse título, nossos liberais e conservadores não estão se referindo ao poder que as idéias do inimigo têm sobre os cérebros deles?

agosto 24, 2010

Diferenças

Enviado em Own às 11:02 pm por rodrigocanova

Dilma x Serra

Nivaldo Cordeiro | 24 Agosto 2010
Artigos – Eleições 2010

“Quem não tem visão bate a cara contra o muro”.
Raul Seixas

Eu tenho um punhado de razões para não confiar em José Serra e mesmo não gostar de seu estilo autoritário. Nem do seu socialismo, que impiedosamente elevou impostos em São Paulo e impôs decisões perfectibilistas e autoritárias sobre os costumes da população em banalidades, como o hábito de fumar. Nem de seu projeto de poder, que faz do Estado um monstro que quer servir de instrumento de distribuição de renda, sacrificando a ética da propriedade privada e da meritocracia, instituindo o roubo institucional. Minha própria visão de Estado é aquela que vigorou na Era Vitoriana e bem sei que ela foi soterrada pelo aterrorizante século XX, tempo em que o Estado liberal foi assassinado pelos socialistas de todos os matizes.

Nem por isso vou gostar da alternativa posta para a continuidade lulista de Dilma Rousseff. O projeto de poder do PT é muito mais atroz, muito mais monomaníaco, tem propósitos claramente totalitários. Cada um dos defeitos e maus propósitos de José Serra e seu PSDB são multiplicados e piorados pelo projeto político do PT a níveis inimagináveis, aparentado que é com o projeto de Lênin. O PT lidera o consórcio entre as forças revolucionárias que restaram dos anos sessenta, do sindicalismo mais mafioso formado nos anos oitenta e dos interesses da plutocracia rentista inescrupulosa. Não ao acaso abundam recursos na campanha da Dilma Rousseff e mínguam na de José Serra. Dilma é a candidata dos muito ricos.

Então não podemos confundir ambas as candidaturas na sua capacidade malfazeja para a liberdade e o respeito aos direitos individuais. Sem qualquer sombra de dúvida o projeto do PT é malicioso e pernicioso sob todos os aspectos, com o agravante de que o PT não deseja e tentará impedir por todos os meios a alternância de poder. Não querem mais largar a rapadura. O PT, se puder, imporá uma ditadura.

Tenho a convicção de que o projeto totalitário do PT chegará ao apogeu com Dilma Rousseff. A fase de acumulação de força terá sido superada e o PT, com a grande bancada que, parece, fará, terá o seu comando no futuro Congresso Nacional, poderá realizar todas as modificações que inventar, inclusive aquelas de natureza constitucional. Os democratas do Brasil correm perigo, as liberdades correm perigo. Eu sinto que caminhamos para um período tenebroso da nossa vida política com a possível vitória da candidata da situação.

Uma quase impossível vitória de José Serra daria continuidade ao que está posto, mas sem o anseio totalitário do PT. Por isso é um erro absoluto achar que é indiferente se um ou outro ganhar, por mais que alguns aspectos formais do seu socialismo se aproximem, bem como a união da origem comum de muitas de suas lideranças. A ala patrimonialista que apóia Dilma, aquela do PMDB de Sarney, Collor e Renan Calheiros, não teria nenhum problema moral de aderir a Serra, mesmo antes da posse. Serra mudaria integralmente a política exterior e cortaria qualquer cooperação com forças políticas revolucionárias ativas, como as FARC. E reaproximaria o Brasil dos EUA. Veja-se que são matérias substantivas as que separam ambas as candidaturas.

janeiro 24, 2010

PNDH3: a revolução desde cima

Enviado em Own às 10:42 pm por rodrigocanova

O III Plano Nacional de Direitos Humanos é uma síntese da “agenda progressista” do Partido dos Trabalhadores. Deixa transparecer todos os principais eixos de suas ambições totalitárias de poder político e de desconstrução dos valores da sociedade brasileira. E não há qualquer preocupação com a completa inconstitucionalidade do que está lá escrito, sequer com a negação dos direitos inalienáveis do cidadão: vida, liberdade e propriedade – nenhum deles é respeitado.

Antes mesmo de se analisar o próprio conteúdo do plano, ele já é antidemocrático na maneira como foi imposto, por decreto presidencial. Por dentro, aquelas 228 páginas (que nenhum jornalista sério do país se deu o trabalho de ler) apavoram qualquer defensor das liberdades individuais e do Estado democrático de Direito.

Esse é um passo em definitivo na construção da ditadura do PT como partido hegemônico. Não sei mais o que os liberais e conservadores ainda podem fazer a essa altura da revolução. Todos os meios de comunicação, os meios de cultura, o ensino público e privado estão “aparelhados” – para usar o termo dos companheiros – para não só fazer as pessoas aceitarem tudo que vem de cima, como fazê-las crer que os quadrados são redondos, dois mais dois são cinco ou o que tiver que ser.

O fim do governo socialista do presidente Lula representa o fim da transição. Esse plano prepara o terreno para a futura aventura bolchevique da camarada Dilma.

Aliás, José Serra está tão comprometido com o tal plano – organizou a conferência estadual de SP – quanto a ex-terrorista. Vamos ter que engolir os tais “direitos humanos” de qualquer jeito: à seco, à moda petista ou com vaselina, à moda do PSDB.

Estamos como os alemães na década de 30: à espera do pior.

janeiro 18, 2010

PNDH 3: Construindo a ditadura petista

Enviado em Outsiders às 4:17 pm por rodrigocanova

Fim da transição

Olavo de Carvalho | Diário do Comércio, 18 Janeiro 2010

O III Plano Nacional de Direitos Humanos tem dois objetivos principais: (1) inibir e suprimir, mediante o temor das sanções legais, toda resistência ao terrorismo de esquerda, passado, presente ou futuro; (2) entregar aos organismos revolucionários, eufemisticamente denominados “movimentos sociais”, o poder total sobre a propriedade rural no Brasil.

As duas metas são distintas só em aparência. A primeira consagra o direito ao terrorismo comunista, a segunda faz daqueles que o pratiquem na zona rural os juízes soberanos de seus próprios atos.

O sentido do primeiro objetivo não se esgota, é claro, no gesto meramente simbólico de mandar nonagenários para a cadeia (se bem que isto tenha lá sua utilidade, do ponto de vista psicológico). Ele visa a consagrar como princípio legal a regra da “guerra assimétrica”, onde um dos lados fica com todos os direitos, o outro com todas as obrigações, responsabilidades e encargos. O pretexto sublime é que estes últimos, como representantes do Estado, não podiam cometer as violências que, praticadas por seus adversários, seriam — segundo a premissa embutida no argumento — perfeitamente aceitáveis. Ora, mas esses adversários não constituíam tribunais, não julgavam, condenavam e executavam, inclusive a seus próprios companheiros infiéis? Não exerciam, assim, por autonomeação, as prerrogativas de agentes do Estado? Por que a culpa do agente legal do Estado que abuse de suas funções deveria ser maior que a daqueles que, além de abusar delas, as exercem ilegalmente, usurpatoriamente? A inversão revolucionária de sujeito e objeto não poderia ser mais evidente. Isto sem levar em conta o agravante notório de que vários terroristas brasileiros eram funcionários do governo cubano, atuando em nosso território não como inimigos locais do regime, mas como agentes estrangeiros. Raciocinar às avessas pode ter-se tornado uma prática tão habitual e corriqueira para os srs. Hélio Schwartzmann, Silvio Tendler e outros tantos apologistas do III Plano, que eles já nem percebem o que estão exigindo do público: que aceite, como preceito normal e óbvio, a idéia de que os agentes do Estado que cometam violência ilegal só devem ser punidos se estiverem a serviço do Estado brasileiro. Se trabalharem para o estrangeiro, podem matar, seqüestrar, torturar e roubar livremente, e ainda receber indenizações porque a polícia malvada não os deixou completar o serviço.

Quanto ao segundo objetivo, ele repete em gênero, número e grau a primeira palavra-de-ordem de Lênin ao desembarcar na Rússia revolucionária: “Todo o poder aos sovietes!” Na sua estrutura, nas suas funções e no seu espírito, os “movimentos sociais” do campo correspondem ponto por ponto aos sovietes. A essência da idéia não é tomar de imediato as fazendas particulares, é desprover seus proprietários de toda possibilidade de defesa perante um tribunal revolucionário. Essa defesa, aliás, já nem existe na prática. Quem não sabe que sentença de “reintegração de posse”, hoje em dia, tem valor meramente sugestivo? Mas essa conquista meramente negativa não satisfaz às ambições da revolução: é preciso passar da mera supressão de direitos à afirmação ostensiva, oficial, do direito de suprimi-los.

Implantadas essas duas medidas, estará encerrado o “governo de transição” — tarefa que o governo Lula assumiu explicitamente como sua –, e o caminho estará livre para a instauração do regime comunista, sem maiores disfarces ou anestésicos.

Tudo isso está planejado há décadas, no programa dos partidos de esquerda, nos livros de seus doutrinários e nas Atas do Foro de São Paulo. A mão que assinou aquela coisa é, afinal, a mesma que em 2001 firmou o compromisso de apoio irrestrito às Farc e condenou como “terrorismo de Estado” a luta do governo colombiano contra a narcoguerrilha. Em todo esse episódio, a única coisa que me surpreende — mui moderadamente aliás — é que ainda haja quem se surpreenda, depois de tantos avisos.

Que dirão agora aquelas lindas criaturas que uns anos atrás juravam “Lula mudou” e chamavam de louco quem quer que tentasse prognosticar o comportamento político do PT e demais partidos de esquerda não pela sua propaganda adocicada, mas pelos seus documentos internos, repletos de retórica odienta e ameaças apocalípticas?

Ah, não se preocupem, elas sempre encontrarão alguma desculpa esfarrapada. Afinal, vivem disso.

dezembro 9, 2009

NOVA ORDEM

Enviado em Outsiders às 8:49 pm por rodrigocanova

O latido em uníssono da mídia amestrada

Carlos Reis | 09 Dezembro 2009
Artigos – Globalismo

“Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.
(Editorial de Zero Hora).

Com esse vergonhoso reconhecimento da sua submissão e seu auto-reconhecimento como jornalismo lacaio da Nova Ordem Mundial, Zero Hora hoje chegou ao seu ponto mais baixo. Com um Editorial desses para que uma confissão? E isso tudo em uma hora nada boa para o lobby globalista do man-made global warming. O escândalo da revelação por hackers russos de 10 anos de trocas de e-mails que revelam fraudes de todo os tipos, com fabricação de resultados convenientes à Uma Verdade Inconveniente – impossível resistir à ironia com a menção à obra-prima da propaganda democrata americana – oriundos de muito suspeitos cientistas que se alinharam ideologicamente à causa pseudoambiental, trocando a seriedade científica por grants milionários, foi convenientemente escondido por Zero Hora. Pois tudo já foi desmascarado. É só ler os blogs do mundo inteiro que, diga-se de passagem, nunca engoliram a palhaçada econômica e tributária da Nova Ordem Mundial. A “emergência” de que trata o editorial é de quem mesmo?

E a lacaia Zero Hora resolveu se juntar à matilha que uiva em uníssono pela defesa do indefensável, fraudulento e mentiroso programa de criação de taxas, a política cap and trade da quadrilha de Obama, Hillary Clinton, Al Gore, et caterva.

O assunto é apaixonante, os atores muito bons, o cenário, aquele do filme 2012. Agora surgiram os detratores, embora de forma clandestina, incrivelmente danosos à continuação da enganação global. A minha dúvida é quanto à procedência desses hackers. Trabalham eles para a KGB e/ou os interesse sino-soviéticos? É sabido que o controle da mídia por parte do cartel de seis pessoas que controla toda a mídia impressa, eletrônica, falada e televisionada do mundo não alcança a Rússia e a China. Lá os Rockfellers e Rothschild não mandam. Não está fora de propósito cogitar que o trabalho dos hackers tenha o dedo da KGB e de alguma Sociedade de Dragões chinesa. Quem perderia com isso senão os sustentadores dos democratas, os mentores da Nova Ordem Mundial, os membros do CFR?

Não admira então que a cachorrada correu para ensaiar seu uivo de protesto contra a destruição de seus planos. Vejam acima o logo da submissão. Vejam o primarismo do texto que quer nos fazer crer que o voto do Lula, o palhaço principal do circo globalista, junto com outros atores traidores de suas respectivas pátrias, servirá para salvar o mundo. De novo essa história de salvação? Deus nos livre dos nossos salvadores, especialmente aqueles que aboliram na mídia os valores melhores da civilização humana.

A vergonha ainda inclui a admissão daquilo que falo há anos, que as notícias do mundo de hoje são pasteurizadas, digeridas, e expelidas de forma homogênea, a não dar a mínima chance ao contraditório. Toda unanimidade é burra todo globalismo unicórdico é criminoso. Pior que a vítima principal não é a verdade, somos nós mesmos.

Leiam abaixo o texto-confissão de um representante legítimo da Nova Ordem Mundial: (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2740776.xml&template=3898.dwt&edition=13671&section=1058)

setembro 27, 2009

Fora Zelaya

Enviado em Outsiders às 2:09 pm por rodrigocanova

Cabeça erguida, Honduras

Bruno Pontes | 26 Setembro 2009
Internacional América Latina

A batalha de valores travada em Honduras envolve dois lados: a democracia liberal e a tirania socialista. Escolha o seu, porque a diplomacia petista já escolheu o dela.

honduras_flagO que está acontecendo é simples: subjugar Honduras é questão de honra para o Foro de São Paulo. Os bolivarianos não vão sossegar enquanto não conquistarem aquele território. Já tentaram diversas manobras. Cortaram programas de cooperação, enviaram agitadores profissionais, montaram circos diplomáticos para constranger as lideranças do país – apoiados por ninguém menos que o socialista chique Barack Hussein, é sempre bom ressaltar. Mas o tempo passa e Honduras resiste ao cerco. De pé, cabeça erguida. E essa marra os bolivarianos (nos governos e nos jornais) não toleram. A prioridade na agenda é destruir a fortaleza.

A comoção da quadrilha é compreensível: imagine ter seus planos frustrados pelas instituições representativas de um povo teimoso e alienado que não compreende os benefícios do socialismo do século XXI, tais como a submissão do indivíduo ao Estado e a estagnação econômica. Lula e Celso Amorim não cansam de reclamar, com ares de humanistas, que a reação hondurenha é inaceitável. O mundo não pode ficar calado! Nada de estranho no teor do protesto. Todo bandido considera inadmissível a ação da polícia.

A batalha de valores travada em Honduras envolve dois lados: a democracia liberal e a tirania socialista. Escolha o seu, porque a diplomacia petista já escolheu o dela. Quando Lula presta assessoria a Manuel Zelaya nas altas rodas da ONU, você deve lembrar que é o mesmo Lula que baba aos pés de Fidel Castro. É o mesmo Lula que vê na Venezuela “democracia até demais”. É o mesmo Lula que quer meter garganta abaixo dos hondurenhos um regime opressor.

A eleição presidencial em Honduras deve acontecer no fim de novembro. Você percebe a corrida contra o tempo? Os bolivarianos têm dois meses para dar o golpe final. Do contrário, os hondurenhos irão às urnas e Zelaya estará liquidado, será mais uma página tragicômica no manual do perfeito idiota latino-americano. Não é possível entender a atual operação do Foro de São Paulo sem ter este cronograma em mente. A jogada desde o início foi apostar na guerra civil, tentar encurralar o governo Micheletti no caos. Mas os hondurenhos seguem firmes, e o tempo está correndo. Abrigar Zelaya em nossa embaixada é a prova inequívoca: se for preciso incendiar Honduras para entronizar o novo ditador do pedaço, Lula atira o primeiro coquetel molotov.

Publicado no jornal O Estado

Bruno Pontes é jornalista – http://brunopontes.blogspot.com

setembro 7, 2009

Narcoestados

Enviado em Outsiders às 5:48 pm por rodrigocanova

Perigo, perigo, americanos nas plantações de coca!

Carlos Reis | 01 Setembro 2009
Notícias Faltantes Foro de São Paulo

O governo brasileiro tem grande afinidade por drogas. O ministro do Meio Ambiente brasileiro é um adepto da maconha e das drogas. Lula só anda na companhia de narcotraficantes que, por sua vez, vivem aos beijos e abraços com terroristas islâmicos e tudo que é merda vermelha que existe no planeta. Seu gabinete próximo é todo ele composto de gente que protege narcotraficantes ligados aos movimentos revolucionários comunistas. O que mais vocês querem?

cartel-da-coca-unido-jamais-sera-vencidoReunidos na cidade nevada de Bariloche, tão branca quanto a cocaína de primeira produzida nos países-membros andinos do Foro de São Paulo (também conhecido pela mídia cúmplice de UNASUL), os representantes dessa organização criminosa vociferaram contra a presença das forças armadas americanas na Colômbia, país-vítima das FARC e dos amigos de Lula. É claro que forças armadas fazem mal ao narcotráfico que sustenta o poder corrupto desses países. Natural, portanto, que o cartel comunista das drogas se queixe e bote a boca no trombone. Seu eu vivesse politicamente da cocaína também diria a mesma coisa: fora americanos!

A questão não é a presença americana na Colômbia de Álvaro Uribe, como disse, país-vítima da guerrilha comunista das FARC, mas a ameaça às plantações de cocaína na Bolívia no Equador, no Brasil e na Venezuela, e o conseqüente fim das FARC. Não adianta o Tarso Genro negar isso. Inúmeros documentos provam o contrário: Lula, Hugo Chàvez, Fidel Castro, Evo Morales, Rafael Correa estão associados no narcotráfico de perfil ideológico comunista e por isso são responsáveis diretos por milhares de mortes no continente. Só no Brasil morrem todo ano 50 mil pessoas por conta do narcotráfico que Lula e seus cúmplices cultivam politicamente e negociam comercialmente.

E não é de hoje. Fernando Henrique Cardoso está envolvido nisso até o pescoço. Foi ele quem destruiu as Forças Armadas latino-americanas. Amigo e aliado de Bill Clinton, ajudou o cartel comunista das drogas acabando com as forças armadas que poderiam oferecer alguma resistência. Não admira agora que queira legalizar a maconha e acabar com a repressão dos plantios de coca dos seus companheiros comunistas sob um pretexto libertário que soa deslocado na boca de um socialista. A sua ONG pró-droga cinicamente apregoa o fim do combate e da repressão do plantio da droga. Apoiado por grupos internacionais vai virar ator de cinema e garoto-propaganda da maconha e da cocaína. Eu não o subestimo porque sempre foi um farsante e por isso tem grande futuro como ator.

O governo brasileiro tem grande afinidade por drogas. O ministro do Meio Ambiente brasileiro é um adepto da maconha e das drogas. Lula só anda na companhia de narcotraficantes que, por sua vez, vivem aos beijos e abraços com terroristas islâmicos e tudo que é merda vermelha que existe no planeta. Seu gabinete próximo é todo ele composto gente que protege narcotraficantes ligados aos movimentos revolucionários comunistas. O que mais vocês querem? Uma confissão de propósitos. Bem, eles a farão quando se sentirem suficientemente fortes para isso. Por enquanto desfrutam das delícias da proteção da mídia, da esquerda internacional, da ONU e suas organizações criminosas disfarçadas, etc.

Mas já não se escondem mais como antigamente. Não conseguem resistir ao brilhantismo que os blinda e os brinda oriundo da mídia vira-lata que fala em combate às drogas e silencia com os exemplos nada edificantes dos seus governantes. Por exemplo, o jornaleco Zero Hora recentemente iniciou uma campanha contra o crack.  Se fosse um jornal sério a campanha atingiria diretamente Lula, FHC, Celso Amorin, Marco Aurélio Garcia, Gilberto Carvalho, Dilma Roussef e mais meia-dúzia de companheiros que faturam alto com a revolução comunista turbinada pela cocaína. Do que se conclui que essa imprensa é tão marrom quanto a pasta básica que faz a riqueza dos partidos de esquerda da América Latina.

Jornais vagabundos como Zero Hora nada dizem aos seus leitores acerca das ligações umbilicais do governo Lula com as FARC. Selecionei algumas imagens que coloquei como anexos desse texto para demonstrar muito claramente o convívio amistoso, de compadrio, de Lula e cia. com os chefes do narcotráfico, do seqüestro de pessoas e do contrabando de armas. É claro que somente um Gilmar Mendes não veria crime nisso!

Vejam as fotos. Em uma delas aparece o falecido chefe militar Raul Reyes muito à vontade com o vice-presidente e Ministro da Defesa de Hugo Chàvez. Esse mesmo Raul Reyes era amigo de Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim e Gilberto Carvalho. Hugo Chàvez é visto rindo com o grande democrata iraniano Ahmadinejad, com quem tem relações comerciais e militares. Os quatro cocainômanos Lula, Rafael Correa, Evo Morales e Hugo Chàvez são amicíssimos. O Brasil perde centenas de milhões de dólares por ano desde que Lula é presidente para beneficiar esse cartel drogas e reeleger esses malucos. FHC não precisa apresentações. Foi ele que introduziu Lula no submundo das droga$ milionária$. Resta o olhar perdido do miolo mole de Carlos Minc, Ministro das Ervas Verdes. Mas ia esquecendo da Stela, da Vanda, ou Dilma Roussef, ex-assaltante de cofres, que deu emprego à mulher do chefe das drogas das FARC no Brasil, Olivério Medina, financiador da campanha presidencial de Lula em 2002 e protegido pelo STF, a mesma kangaroo court que ontem arquivou a denúncia contra Antonio Palocci, esse mesmo representante diplomático das FARC em Ribeirão Preto em 2001. Documentos disso tudo não faltam.

Então os cocaleros comunistas têm razão em querer as forças armadas americanas fora da América Latrina, ou UNASUL, ou Foro de São Paulo.

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Bariloche, Argentina, 28 de agosto de 2009.

julho 27, 2009

Zelaya, fique longe de Honduras!

Enviado em Outsiders às 4:40 pm por rodrigocanova

HONDURAS É A FORTALEZA SITIADA

Por Bruno Pontes¹

Um resumo dos acontecimentos, já que a imprensa brasileira se recusa a contar a história toda: Manuel Zelaya e Hugo Chávez estavam prontos para instaurar o “socialismo do século XXI” (a velha ditadura do partido único) em Honduras. As instituições hondurenhas (Ministério Público, Forças Armadas, Congresso e Suprema Corte), em obediência à Constituição do país, tiraram o pirulito da boca das crianças. Zelaya, ex-futuro ditador, foi chutado antes da coroação. O chavismo foi mandado solenemente para a pqp. E isso é coisa que os democratas da região não podem tolerar: Chávez, Evo Morales, Daniel Ortega, Rafael Correa, Fidel & Raúl Castro e Lula correram para denunciar a barbaridade e prestar solidariedade ao companheiro. Também se uniram em defesa de Zelaya o resto da quadrilha da OEA, os socialistas da ONU, os socialistas da União Européia e o socialista elegante que ocupa a Casa Branca.

Responda: você sabia que milhares de hondurenhos foram às ruas APLAUDIR a deposição de Zelaya? Enquanto eu escrevo, tarde de quarta (22), centenas deles estão novamente nas ruas de Tegucigalpa reiterando: “Zelaya, não te queremos” (escrito numa faixa que acabo de ver na internet). Você sabia que esses hondurenhos estão perplexos com a assessoria que a imprensa estrangeira está prestando a Chávez? Você sabia que Chávez e Daniel Ortega estão enviando agitadores para Honduras com o objetivo singelo de provocar o caos e forçar o retorno de Zelaya, mesmo que seja caminhando sobre poças de sangue?

Outra coisa que você não sabe. Eu informei no meu blog na tarde de domingo (19): autoridades do departamento de Investigação Criminal de Honduras apreenderam computadores do palácio presidencial que traziam, vejam que bonito, os resultados do referendo que Zelaya queria promover na marra em 28 de junho, dia em que ele foi enxotado. Não houve referendo. Mas a apuração oficial já estava prontinha! Certificada e tudo mais. Não é incrível? Ele venceu um referendo que nem aconteceu. O povo já tinha decidido entronizar Zelaya antes mesmo de ir às urnas. Isso se chama socialismo do século XXI. Esses são os bandidos que estão sitiando Honduras. Essa é a história verídica que você não vê na televisão.

Por falar em Lula, ele mandou cortar todos os programas de ajuda técnica com Honduras para isolar o governo de Roberto Micheletti. O mesmo Lula que vai dar 300 milhões de dólares para Fidel Castro reformar o porto de Mariel. Fidel, aquele que possui uma ilha há 50 anos e executa os traidores da causa. Aquele que mantém centenas de cubanos presos por cometerem crimes de opinião. Um herói para Lula e todos os bolivarianos que não suportam a ousadia hondurenha.

¹Bruno Pontes é jornalista. http://brunopontes.blogspot.com

Publicado no jornal O Estado.

O ATAQUE AO FORO DE SÃO PAULO

Por Heitor de Paola²

O Foro de São Paulo sofreu seu primeiro ataque e mais duro revés pelo bravo povo hondurenho e suas instituições que se mostraram mais firmes do que as de qualquer outro país da Iberoamérica, da Europa e, infelizmente, do “mais forte bastião democrático”, os EUA. Como bem o disse Tim Dunkin: “existe ao menos um país no Ocidente que realmente leva sua Constituição a sério. Infelizmente, este país é Honduras, e não os EUA”. Que poderíamos dizer nós, brasileiros e dos demais países ibero-americanos nos quais as Constituições não passam de folhetos esfarrapados, tão volumosos quanto inúteis, cujo uso mais comum é a higiene sanitária dos governantes de todos os poderes?

Pois Honduras ousou! Ousou desafiar através de mecanismos constitucionais a pior quadrilha que já infestou as Américas logo quando esta estava no auge: quinze países dominados e o reforço maior: a conquista do “mais forte bastião”, o único que a ela poderia se opor com decisão. Na “famigerada era Bush” – sem falar dos tempos de Reagan – ela seria enfrentada da única forma que bandidos entendem: a bala! Washington reconheceria imediatamente o novo governo constitucional de Micheletti, reforçaria o pessoal militar em Honduras e ampliaria a ajuda econômica. Na maravilhosa era obâmica, cantada em prosa e verso por toda a esquerda globalista internacional, agiu exatamente ao contrário. Agora, mais uma vez desde o ridículo Carter, ataca-se os amigos da América e defende-se os inimigos, pois a administração é, ela mesma, inimiga de seu país. Carter entregou a Nicarágua para os sandinistas, Obama está fazendo tudo para entregar Honduras ao FSP. Carter entregou o Irã para os Aiatolás, Obama quer entregar Israel a eles.

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Quando da destituição, há 17 dias, do Presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales, pela Suprema Corte, seguindo processo constitucional, e sua posterior expulsão do país, percebi que estava ocorrendo algo inédito na Iberoamérica – denominação preferível àquela inventada pelas esquerdas cepalinas na década de 50, América Latina: pela primeira vez a organização criminosa castrocomunista Foro de São Paulo estava sendo desafiada. Mesmo tendo tomado conhecimento pela mídia dominada pelas esquerdas que berrava “golpe militar em Honduras”!, ficou claro para mim que aquele pequeno país centro-americano estava dando um exemplo para o mundo. Era óbvio que a quadrilha não ia deixar por menos e iria reagir com todas suas forças, principalmente agora que conta com o poderio da fraude Obama como um dos seus capi. Imediatamente pus meu website à disposição das forças atuantes contra o foro e dei-lhe o subtítulo de HONDURAS LIVRE/BRASIL.

²Heitor de Paola (www.heitordepaola.com) é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. É ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

março 15, 2009

A filosofia da liberdade

Enviado em Outsiders às 2:09 pm por rodrigocanova

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fevereiro 28, 2009

Ayn Rand

Enviado em Own às 11:24 pm por rodrigocanova

Ayn Rand

“Qual é o princípio básico, essencial, crucial, que diferencia a liberdade da escravidão? É o princípio da ação voluntária versus a coerção física ou por ameaças… A questão não é a escravidão por uma ‘boa’ causa versus a escravidão por uma causa ‘ruim’; a questão não é a ditadura de uma gangue ‘boa’ contra a ditadura de uma gangue ‘má’. A questão é liberdade versus ditadura… Se defendemos a liberdade, devemos defender os direitos individuais do homem; se defendemos os direitos individuais do homem, devemos defender seu direito à sua própria vida, à sua própria liberdade, e à busca de sua própria felicidade… Sem direitos de propriedade, nenhum outro direito é possível. Uma vez que o homem precisa sustentar sua vida através de seu próprio trabalho, o homem que não tem direito ao produto de seu trabalho não tem meios de sustentar sua vida.” (Ayn Rand)

Ayn Rand,filósofa de origem judaico-russa, conhecida principalmente por seus romances filosóficos The Fountainhead [ A nascente] (1943) e Atlas Shrugged [Quem é John Galt?] (1957), fez mais do que qualquer outra pessoa para desenvolver um argumento moral convincente a favor do individualismo, da liberdade, e do livre mercado, e conquistou milhões de pessoas com a filosofia dos direitos naturais, que havia saído de moda mais de um século antes. Ela construiu uma visão ética, econômica e política coerente. Em uma pesquisa feita pela biblioteca do Congresso americano e o Book-of-the-Month Club Quem é John Galt? foi escolhido o segundo livro que mais influenciou a vida das pessoas, perdendo apenas para a Bíblia. Rand escreveu muito mais – ficção e não-ficção. Aproximadamente 20 milhões de cópias de seus livros já foram vendidas, e novas coleções de suas obras e livros sobre ela continuam a ser lançados.

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